quarta-feira, 27 de outubro de 2010

MATERIAL TEBAS ELDORADOS11DESETEMBRO

DIREÇÃO E DRAMATURGIA – terça-feira das 19hs-21:30
CEU LAJEADO -   endereço: Rua Manuel da Mota Coutinho, 293 – bairro Lajeado
Tel: 2153-9930

Terça-feira 22 de junho

1º ENCONTRO

Procedimento:

-Em roda breve apresentacao das pessoas, do projeto e do núcleo.
-Conversa sobre impressoes da figura do diretor
-Acordar o corpo para a atividade/ perceber o corpo / buscar relacoes do corpo  com o espaco
-Finalizar esta etapa, pegar caneta e papel e a partir do sinal proposto escrever sem parar/ o que vc quer dizer para o mundo? Tempo  de escrita determinado pelo condutor.
-Apos o termino do tempo cada participante deve apresentar uma improvisacao que una as etapas propostas( escrita e experimentacao corporal)
-Dentre as apresentacoes anotar frases que possam expressar um conceito e escolher uma que represente a todos
-dividir o grupo e pedir uma improvisacao de cena que expresse o conceito escolhido na fase anterior, nesta cena o unico texto que pode ser usado ‘e o texto do hino nacional.
-Após serem apresentadas as cenas,conversa com foco no objetivo de perceber  se as cenas comunicavam o conceito trabalhado

Capítulo 1-   CAMALEAO LAJEADO

 A gente esta iniciando agora um novo processo e a ideia é que ele seja um compartilhar com outras pessoas interessadas, um grande processo socializado de criacao coletiva um espaco de investigacao que envolva quem ja é do grupo e os interessados nos temas que o nucleo estiver pesquizando, a gente pretende ao final de algum tempo que a gente nao sabe quanto fazer um espetaculo a partir dos caminhos percorridos durante a pesquisa, pra nos esse  espaco dos nucleos é um espaco fundamental que é onde a gente dialoga com outras pessoas  que tem outras referencias, entao aqui no Ce’u Lageado o grupo  tem direcao e dramaturgia, em outros Ceus a gente tem outros nucleos, no  Ceu Sapopemba tem atuacao, no C’eu Inacio Monteiro tem o video, na Casa de Cultura Palhaco Carequinha artes visuais, Ceu Azul da Cor do Mar musica.
 A ideia  do nucleo de direcao é que ele seja um espaco destinado a pratica da direcao, que se consiga estudar direcao de uma maneira pratica, que o nucleo consiga entender os aspectos que envolvem a direcao teatral,  pretendemos estar nos encontros nao como professores, nem como oficineiros, mas alguem que vai propor os temas de trabalho, para nos da trupe é bacana pq a gente trabalha com processo de criacao do texto, da cena , entao a ideia é que todo mundo possa experimentar a direcao, e para quem nao é da trupe é um espaco de investigacao  sobre o que significa essa figura do diretor? Como artista essencialmente acho que a grande questao deste espaco aqui é um pouco definir o que significa ser diretor ? O que é o diretor hoje em dia ?Que artista é esse? Entao a ideia é a gente  pesquisar isso juntos atraves de exercicios.
 O nucleo definiu como foco e tema de trabalho um tema comum que ‘e um diretor ,encenador do inicio do sec XX que ‘e o Bertold Brecht , a ideia ‘e Estudar direcao mas o tempo todo dialogar com  propostas do Brecht.
Esse estudo, o nucleo quer que seja direcionado de maneira pratica tambem, que a gente consiga elaborar exercicios na direcao teatral que consigam experimentar algumas das teorias do Brecht, mas que essencialmente a gente consiga se expressar como diretores, trabalhar com experimentos nossos, compartilhar esses experimentos e consiguir olhar para o fazer da direcao a partir dessa pratica, / participar hora como diretor, hora como ator , a ideia é que a gente se reveze nessas funcoes   , para que possamos investigar a encenacao sobre varios pontos de vista, ponto de vista do ator pensando a direcao, o diretor olhando pro seu fazer, do publico,  como eu assito uma cena e dou retorno a partir do que o nucleo  estiver estudando .

EDIPO1-Quando agente pensa em direcao o que que surge para vcs? O que que seria essa figura do diretor teatral?o  que vcs imaginam que e o  diretor?
EDIPO2- responsabilidade total, ‘e ser ator tambem, tem que entender a visao do ator, ‘e ser sonoplasta tambem, tem que entender de musica, ser maquiador, ser tudo, nao ser excelente em tudo ,mas ter um bom conhecimento em tudo, dentro de um grupo pra ser diretor tem que se distacar, tem que conhecer muito pra poder direcionar sua peca o seu trabalho
EDIPO1-entao ele ‘e alguem que transita nas varias areas da criacao teatral
EDIPO3- acho que provocar, estimular,nessa figura do diretor tem muito essa percepcao do processo, pensar o caminho, nao pensar uma coisa num foco sobre uma perspectiva s’o ,pensar as diversas perspectivas dessa coisa de como se chega ate ela ,de como ela se da, de como vc propoe algo que vai ser recriado pelos atores, que vai ser transformado
EDIPO1- entao ‘e alguem que tambem provoca, que estimula as outras areas, que conhece um pouco de cada area para poder articula-las. O que mais?
P4 Antigone- nao que as outras pessoas envolvidas no grupo nao facam isso, eu acho que a direcao tem, nao sei se ‘e so a direcao que tem essa visao do todo,mas ‘e uma funcao………(pensando tentando formular)………..….a nao sei explicar
EDIPO3- encadeamento, montagem, fazer essa ligadura, propor montagem , propor movimento
EDIPO5- pra mim ‘e a grande panela  ali e ai vc tempera isso , vc tem uma sustancia legal, ou uma massa bem sovada disso vc vai extraindo, mas pra esse bolo ficar pronto ele precisa ter uma contra partida, que ‘e o conhecimento que o outro traz pra vc, ai isso vai transformar-se numa outra coisa que  depende do ponto de vista, isso vai ser aproveitado ou nao
EDIPO1- pelo que vcs tao trazendo ele sempre organiza as outras criacoes, ‘e um equilibrio, mas oque ele cria por si proprio? Sera que a gente pode definir uma criacao do diretor?

Video
Lajeado 1



A2
A COMPRA DO LATAO

Primeira noite

“Boas vindas ao filosofo no teatro/ os negocios vao bem/ fuga da realidade e para o teatro/ ha’ o antigo e ha’ o novo/ o video como concorrencia/ o video um teste da linguagem gestual/ a literarizacao/ a montagem/ a realidade/ a realidade no teatro/ as necessidades do filosofo/ o apelo/ o engagement.”

 O ator e a camera, o equipamento como uma extensao do corpo longelineo, a camera como extencao de sentimentos e sensacoes.Em parte, o video documenta elementos do cotidiano real do nucleo, mas tambem ficcionalizamos a narrativa , inserindo efeitos e imagens de outros contextos. A presenca da camera se diluia entre os participantes, hora causando constrangimento, hora nao, a camera que participa do ensaio, olha de perto, olha de longe, interfere na acao do outro, questiona, provoca, sem criar espectativas . Nao havia a preucupacao de evitar que as pessoas olhassem para a camera nas cenas , ja que realidade e encenacao se equivaliam. Intencionalmente eu sempre me apresentava com a camera na mao. Assim conversava com as pessoas, preparava a camera e comecava a filmar  mediante um simples toque no rec. Nao havia claquete nem “Atencao! Cena! Corta!” , etc. Nessa forma de trabalhar, a filmagem vem junto a participacao do ensaio, a camera registra e participa do ensaio como todos os outros, sendo que a atencao para  executar as propostas do ambito teatral ‘e imprescindivel para que a filmagem nao intervenha de forma convencional no ensaio,as vezes muito rapida,  hora parada, hora como personagem como pela necessidade de nao aparecer muito e gerar indagacoes que atrapalhem o andamento do ensaio teatral. E’ como se estivesse roteirizando, decupando, filmando e montando ao mesmo tempo em que se participa do ensaio que ja tem toda uma complexidade particular. Ensaiar em duas linguagens a teatral e a do video.teatro e video. Trata-se de perder-se e encontrar,  no proprio trajeto, o sentido da viagem.

A ideia de buscar uma interacao entre o documentario, criacao ficcional , ensaio teatral ,  a partir da realidade de um grupo de teatro e de pessoas interessadas em estudar  os temas propostos por este grupo, apresenta ensaios em video que propoe novas perspectivas na   pedagogia teatral.
Impressionava-me o despojamento com que o ator filmava os outros atores , a maneira como eles improvisavam e a camera que os flagrava de maneira quase documental.

Capítulo 2

Direedicao/ Videoturg/ Dramaturg

A gente ta falando o diretor mas ‘e ate uma generalizacao pq existem varias maneiras de se pensar a direcao teatral, ao longo da historia do teatro isso foi mudando muito, no inicio o diretor era simplismente a figura que conhecia o texto, pq os atores nao conheciam o texto inteiro, e o diretor era a pessoa responsavel por dizer para todos os atores aquele texto que nao ‘era o do seu personagem, vc tinha no inicio do sec XVIII aquelas grandes divas, grandes atrizes, grandes atores, as estrelas, eles nao chegavam nem a ensaiar; a ideia de processo de criacao ainda nao existia, entao o diretor era o cara que organizava as coisas, uma especie de gerente, nao por acaso o diretor surge com o inicio do capitalismo, que ‘e o momento historico que as fabricas comecam a se organizar, entao o diretor tinha um pouco essa funcao de organizar os trabalhadores que eram os atores e ele organizava todo mundo a partir do texto, entao inicialmente nao existia esta contradicao entre o texto e a cena, geralmente no teatro ocidental o texto vem primeiro e ele organiza a cena , a medida que a cena foi ficando mais complexa, principalmente a partir do realismo, que a ideia era reproduzir a realidade, o texto foi passando a ficar complexo pq como ‘e que vc reproduz a relidade so atraves do texto ,entao esse era o primeiro grande problema daqueles artistas, e ai a encenacao precisou ser mais elaborada,nao adiantava mais voce ir para boca do palco declamar o texto , pq caso vc fizesse isso nao existiria ilusao de realidade que era o grande principio do realismo que era a arte dominante do sec XVIII E DO SEC XIX; ai o diretor comeca a ter cada vez mais importancia; entao ele comeca criar o cenario, que reproduz o quarto, que esta escrito no texto para dar ilusao de realidade, cria o figurino. Comecaram a peceber que tinha muita coisa para o diretor criar, entao essas funcoes foram se especializando tinha um assistente que criava um cenario, ai esse cara mais tarde virou o cenografo, tinha um assistente que criava o figurino, que mais tarde virou figurinista, a eletricidade passou a ser dominante nos palcos, entao surgiu a iluminacao teatral e o diretor passou cada vez mais a representar a criacao da cena, nao a do texto apenas e ai o texto comecou a ficar diferente da cena e ai vc passa a ter uma grande polemica entre os dramaturgos e os diretores e ao longo do sec XX essa polemica vai ganhando varias formas diferentes, entao vc tem diretores que sao textocentricos que partem do texto que seguem o texto, diretores que sao…. Convencionou-se chamar de autorais, que nao necessariamente parte do texto e ai a partir disso tem varias formas de dirigir, formas em que o diretor controla o processo inteiro,formas em que nao existe o diretor os propprios atores dirigem, formas compartilhadas de criacao, entao acho que tem varias formas de se pensar a direcao, mas talvez a gente pudesse definir quais seriam os nossos principais desafios ou qual seria o nosso foco pra pensar o diretor e para isso eu queria propor que a gente fizesse um exercicio agora nesse comeco, para que depois a gente pudesse discutir o exercicio

Video
Lajeado 2
Direedicao/ Videoturg/ Dramaturg



A3
AS PERSONAGENS DA COMPRA DO LATAO
O dramaturgista poe-se `a disposicao do filisofo e propoe-se por as suas capacidades e conhecimentos`a disposicao para a conversao do teatro no taetro do filosofo. Espera uma revivificacao do teatro.
Um pouco do que aconteceu os estimulos se transformam de acordo com a particularidade do espaco
Deixa o espaco levar o seu corpo/ dialoga com esse espaco/ oque que so este espaco te diz e como vc responde com todo seu corpo
A utilizacao dos objetos da sala, a bola , as caixas de som no carrinho sem som, os livros e por fim a cadeira, neste momento a partir de estimulo do diretor formamos um coletivo, vc passa a perceber as diferentes possibilidades do mesmo ato proposto por pessoas diferentes, vc se cria na contradicao do corpo do outro, experimenta e propoe experiencias usando o corpo , espaco , o tempo, o outro, o som, e tudo isso tendo como ponto de partida a relacao com o objeto cadeira, a imagem da relacao do outro com a cadeira, gera uma contradicao, que da movimento, existem outras formas, o corpo espaco.
Controla a cadeira como se ela fizesse parte do seu corpo/deixa a cadeira televar nao ‘e vc que leva a cadeira/ deixe seu corpo todo ser levado pelo espaco
A5
I Boas- vindas ao pensante no teatro
A identificacao
O seu caracter progressita
A sua necessidade
Camera leve, atores soltos
Nosso equipamento se resume a uma camera mini dv muito leve e em uma segunda etapa um computador com programa de edicao e internet para viabilizar a pesquiza posterior ao dia do ensaio e os procedimentos de subir o material para o site, blog etc. Som direto e filmagem subjetiva dos planos sem a possibilidade de interferencias durante a sequencia das cenas, a nao ser que seja algo agarrado a dramaturgia do ensaio.
As coisas nao eram feitas para a camera, mas entre os proprios atores e participantes, que tampouco sabiam como a cena ia ser filmada, se ia ser filmada pouco importava.

Capítulo 3

O QUE VC QUER DIZER PARA O MUNDO?

A 6
[PRIMEIRO APENDICE `A TEORIA DA << COMPRA DO LATAO>>]
Na realidade, a representacao e a fabula do teatro aristotelico nao se destinam a dar retratos de processos da vida, mas sim a conseguir a experiencia teatral( com certos efeitos de catarse), inteiramente determinada. Sao no entanto necessarias accoes que facam lembrar a vida real –irreal-, e estas devem ser suficientemente provaveis para que se crie a ilusao, sem a qual a identificacao nao se consegue.
Quando eu disser j’a vc vai comecar a escrever e nao vai parar ate que eu diga que o tempo acabou, a ideia ‘e que vc escreva absolutamente tudo que vier na sua cabeca, que vc consiga escrever com seu corpo todo nao s’o com as maos e a cabeca/ o tema da sua escrita automatica vai ser eu quero dizer para o mundo que:
Vc pode fazer o percurso que vc quizer, os movimentos que vc quizer, mas vc vai nos dizer o que vc escreveu, vc pode dizer tudo, uma parte; a ideia e que vc nao s’o apenas leia, mas que vc nos comunique tudo o que vc escreveu, entao vc se levanta da cadeira pode percorrer o espaco da maneira que vc quizer e ao final vc se senta na sua cadeira novamente, a partir do instante em que alguem se sentar outro se levanta sem intervalo , agente vai fazer de forma corrida quase como um unico fluxo, agente vai ouvir o que cada um tem a dizer para o mundo
Ator- escolha rapida de movimentos experimentados na fase anterior, montar o texto com alguns movimentos escolhidos.
EDIPO2- doi ter peso, doi ter que carregar, doi ter que suportar, doi nao ter forcas para guiar, eu so queria me libertar
EDIPO5- capitalismo que nos cerca, com as suas carnicas humanas seja retomado de consciencia , sege perfumado pelas aguas do rio nilo,e ouca nossos corpos, seja banhado por eles, pela distancia do horror entre as classes
ANTIGONE4- Meu,todas as cores sao minhas, doze, o som, as cores, a forma , o conteudo, a lumbriga, a caneta, os insetos, sentado, o rango, a porta, dor, dezessete, vale de aguas, o olhar, justificativa, o objetivo, tudo construido pra mim,meu espaco, meu corpo, meu, meu, meus olhos, boca, nariz, meu, meu, meu, meu, meu e meu
EDIPO6- desesperado, angustiado, terminar de escrever, manusear, dissertar, modificar o que esta acontecendo e transformar o que vai acontecer, a partir de hoje vai ser diferente do que foi ontem sera que vou conseguir ser diferente do que sempre costumo ser, sera que estou agora nao vai se repetir sempre o que eu estou vivendo
EDIPO3- voltando, o olhar que volta, espaco surge de dentro por detras , tentar pegar as imagens com os olhos de dentro por detras, o olho que jorra imagens, o objeto. Agora e o Jonas? Pode ser, t’a cheio de policia na area, das coisas que faco , por onde estamos, at’e ai nesse tempo. Sentimento de que ? Sentimento de mundo. Pq? Ora vamos aonde vai dar isso tudo as paisagens que estamos recebendo, movimento do olhar ,movimento da escuta
EDIPO7- nao ‘e possivel , ‘e possivel, ‘e viavel , vias ,precisamos de vias, nao quero chegar as cadeiras, os assentos, tres, meia, quatro ,sao, 3,4,centavos,tantos, quanto,’e preciso tempo para abandonar o odio, me da um tempo para abandonar o odio, o mundo.


Video
Lajeado 3
O QUE VC QUER DIZER PARA O MUNDO?



Doi ter que carregar /todas as cores sao minhas/meu espaco meu corpo tudo construido pra mim , meu ,meu, meu/ fazer diferente do que foi ontem/ tentar pegar as imagens com os olhos/abandonar o odio/ destas frases aqui a gente pode escolher uma ? A tiltulo de exercicio.

Capitulo 4

Todas as cores sao minhas

A 6
[PRIMEIRO APENDICE `A TEORIA DA << COMPRA DO LATAO>>]
So aquele que esta interessado em primeiro lugar nos processos da vida mesmo- e aos quais se alude nos teatros- ‘e capaz de olhar para os processos no video como imagens da realidade, e de os criticar.Fazendo isto,ele abandona o ambito da arte, pois a arte nao ve na producao de imagens da realidade pura e simples a sua tarefa principal. Como foi dito, ela esta interessada so em imagens bem determinadas , ou seja em imagens com um determinado efeito. Uma atitude critica do espectador perante os processos so poderia pertubar o acto de identificacao que ela produz. A questao ‘e agora saber se ‘e de todo impossivel fazer da retratacao dos processos reais a tarefa da arte, e assim fazer da atitude critica do espectador face aos processos reais uma atitude adequada `a arte. Do estudo desta questao resulta que, para se chegar a esta grande viragem, o tipo de relacoes entre a imagem e o espectador teria de ser alterado. No novo exercicio da arte, a identificacao perderia a sua posicao dominante. Por outro lado seria agora criado o efeito de distanciacao( efeito V), que ‘e igualmente um efeito artistico conducente a uma experiencia teatral. Consiste uma retratacao nos processos da vida real no video de forma tal que a sua causalidade seja particulamente evidenciada e envolva o espectador. Nesta arte tambem sao criadas emocoes , sendo agora o dominio da realidade, possibilitado por estas representacoes, aquilo que coloca o espectador num estado emocional.
A proposta ‘e a seguinte: vcs vao elaborar uma cena que tenha como objetivo comunicar este tema, “Todas as cores sao minhas”, so que para comunicar este tema vcs so poderao usar as palavras de um unico texto, que’e o nossso texto de trabalho, esse texto ‘e o hino do Brasil; nao precisa ser na ordem que as palavras aparecem mas vcs so podem usar as palavras do texto que aparecem no hino nacional

Video
Lajeado 4
Todas as cores sao minhas



noção de ator e câmera no vídeo
uma coisa ‘e participar do ensaio outra ‘e estuda-lo. O v’ideo ‘e isso: estudar o ensaio. As imagens do vídeo são elementos de praticas, momentos, interexteriores. Relação com o objeto. Como esse objeto poderá se transformar em meio de produção para outras obras.
A gente conseguiu ver isso nas cenas todas as cores são minhas?
EDIPO-Ele traz uma coisa sutil, inocente, quando ele começa a apontar os caminhos , pelo menos eu senti isso , uma sutileza, uma generosidade ao te entregar algo te oferecer algo e ao mesmo tempo isso vai gannhando um aspecto de violência reforçado pela beleza do hino, o colo da mãe , o seio da mãe , não me recordo o trecho do hino ao certo, vc esta sorrindo cantando lindo,‘e tudo belo e vc ta se fudendo, eu to te massacrando,pelo menos passou essa..... questão de cor ela ‘e abstrata, mas essa questão de cor se pensar na questão da felicidade, eu acho que ai passou essa relação de eu possuo tudo
EDIPO- vi uma posse do Brasil em si.................
EDIPO- eu consegui vê um pouco, mas aquela coisa do..... como se isso tivesse sendo combatido, aquela coisa do egoismo infantil e isso tivesse sendo combatido, parece que.......eu consegui vêr um pouco todas as cores sao minhas, mas isso ‘e errado, me pareceu um pouco isso
EDIPO- e as palavras que eram usadas? Os textos nas cenas ? vcs sentiram que estava a favor desta ideia?o texto conseguiu ser apropriado ou não?
EDIPO- não
EDIPO- não
EDIPO- olha pra mim o texto da cena de certa forma ela embarcava e ao mesmo tempo ela negava aquilo, a ação junto com o texto entrava em choque, entrava em conflito em alguns momentos, pq o texto dito era de uma poesia e a ação composta era horrendo de se olhar
EDIPO- eu tive a impressão de que ele fosse ensinar alguém, so que eles começavam cantar ele meio que impedia , parecia que não deixava cantar, ‘e meu, eu acho que tinha essa relação de posse.
EDIPO- Eu acho que a idéia do exercício ‘e partir de uma estrutura bem simples, para que possamos comecar a pensar em algo que eu acho que’e um dos grandes temas da direção, a gente tratou um pouco disso no começo, o que a gente chamou de idéia mas talvez podemos chamar de conceito de direção, a origem da palavra conceito, ‘e a mesma da palavra agarrar, então conceito’e um pensamento que se agarra aos objetos, que ele nomeia, então se a gente pensar que conceito de direção ‘e uma idéia que se agarra a tudo que esta posto em cena, e talvez o diretor seja alguém que crie este conceito, e que faca com que este conceito esteja agarrado a tudo que acontece na cena , então se pensarmos tudo que aconteceu nas cenas vcs conseguem ver este conceito? Todas as cores sao minhas , ao texto ao cenário aos objetos as ações dos atores como ‘e que vcs vêem isso na cena,esse conceito ele esta agarrado a tudo ou não? Pensando que o conceito seria Todas as cores sao minhas.
EDIPO- Confeco que eu pensei muito mais na hora de ir para o cenário nesse conceito do que em qualquer outro momento, eu acredito que no restante ate ta, mas pouco trabalhado.
EDIPO1 - A gente falou que o diretor ‘e alguém que inspira prepara e ao mesmo tempo articula todas as linguagens que formam o espetaculo , essa articulação talvez ela se de atraves desse conceito, ele tem uma idéia , um conceito, e esse conceito se agarra a todas as outras dramaturgias do espetáculo, por isso um pouco o núcleo se chama direção e dramaturgia, pq a gente pode considerar o diretor como um dramaturgo, so que ele não ‘e um dramturgo so do texto, ele ‘e um dramaturgo de todas essas areas do espetaculo, e ele cria esssas dramaturgias atraves de uma idéia , de um conceito que se agarra a todas as dramaturgias, então o Edipo trouxe que no cenario, ela sente que o cenário trata essa questão de todas as cores sao minhas, talvez as outras dramaturgias não , como ‘e que vcs vêem isso nas duas outras cenas, o conceito ta agarrado a tudo ou não ? ou em que ele esta agarrado em que ele não esta?
Talvez a nossa grande pergunta ligada ao oficio e a arte do diretor seja essa, como transformar um conceito em pratica? Em concretude cênica? Talvez essa seja a grande missão , o grande trabalho do diretor, que ‘e quase de pensar a teoria e a pratica o tempo todo, então um pouco do que a gente viveu hoje, começamos refletindo, agimos , fomos para o corpo, para a ação, depois vcs refletiram de novo, criaram uma cena, apresentaram , agora a gente esta refletindo de novo, acho que a idéia nesse primeiro encontro era que a gente simboliza-se um pouco o que seria esse núcleo e o que a gente investigaria, então como o trabalho de hoje foi teórico e pratico o tempo todo, ele simboliza esse trabalho do diretor que ‘e de pensar e tranformar em dramaturgia essas idéias todo o tempo, então acho que esse ‘e o nosso grande horizonte. Como fazer isso? Ai a gente vai ter que discutir, investirgar, estudar; desde de como criar um cenário, uma iluminação , que consiga construir uma dramaturgia a favor do conceito, ou que se agarre a uma idéia, um pensamento que o diretor quer transmitir at’e como preparar o ator para que ele consiga expressar este conceito do diretor,nossa grande pergunta que vai aparecer todo tempo, ‘e como transformar um conceito em pratica? em dramaturgia? A idéia ‘e que a gente faca vários exercícios para testar um pouco isso e para tentar como artista, como diretores nos expressarmos, hoje a gente tinha um conceito que era o mesmo para todo mundo, então de alguma maneira a gente conseguia entender o que o outro estava falando pq previamente a gente já tinha trabalhado, sobre isso, nos sabiamos também o que era, talvez para o próximo encontro o desafio seja como criar um conceito e expressar para um publico que não tenha a mínima ideia de que conceito ‘e esse. Então se a gente tivesse escolhido as frases em segredo, e um grupo não soubesse qual a frase do outro, será que o conceito teria ficado tão claro?O que ‘e deixar um conceito claro também? A gente vai fazer uma cena que seja panfletaria? Ou uma cena que seja contraditória mas que consiga expressar o que a gente quer expressar, eu acho que ‘e o que a gente vai tentar caminhar como grande objetivo, a ideia de hoje era a gente experimentar uma espécie de síntese, de resumo do que o nucleo pode explorar aqui e levantar algumas questões, começar a entender o que pode ser este conceito? Quais as possibidades de transformar em pratica? Como a gente pode abordar outros materiais , outros textos, outros conceitos que vcs tenham vontade de expressar, como ‘e que a gente pode transformar isso em cena?
Trabalhar em espaços precários, discutir textos no meio do barulho.
A camera e’ a minha caneta e o meu instrumento de investigacao.
O plano – sequencia e’ uma forma de dirigir com a camera, em vez de interromper ou mudar de lugar para fazer um corte, deixa-se a cena correr- ou melhor, vou empurrando a cena, acuando os personagens com a minha camera. Dai’ a preferencia pela camera na mao.
Penso na montagem quando estou filmando. Nao que esteja considerando o conjunto do filme, o que e’ geralmente impossivel em documentarios. Mas fico atento a continuidade e `as possibilidades de edicao do material.
“Faco video porque adoro ver. O real e’ minha ficcao”.
A encenacao nao se fez “para “ a camera, Segundo um codigo de construcao de espetaculo, mas diante e ao redor de uma camera interessada em registrar aquilo em tempo real.






Direcao

Da direcao com relacao a reflexao /A reflexao. A gente reflete em cima de que ? (memoria) percepcao sensorial
As formas de abordar estimular o tempo.
Por qual perspectiva eu percebo a cena? Ou percebe-se uma cena?
Como transformar o conceito em pratica ? Como transformar as praticas em conceitos? Como conceituar as praticas?
4 Blocos
E da gente falar bobagem? Nós nao termos certeza do que estamos falando/ mostrar o movimento do aprendizado/o audio visual servindo de suporte para criar um material artistico pedagogico teatral, uma aula filmada, pessoas interessadas em discutir temas e criar praticas teatrais a partir da discussao desses temas, experimentar e depois refletir sobre o movimento percorrido.
A camera que participa da proposta, filmatuar, a orientacao varia-se entre a imagem “ real” e a imagem “real” pro, ou reproduzida no visor da camera, tempo foco no outro, tempo foco na imagem do outro, os olhos da camera agarram as imagens durante o percurso de execucao da proposta realizada tambem pela camera, dentro de um ensaio se tem o ponto de vista de dentro de uma cena, de fora de outra cena, os comentarios , o percurso labirintico, o conceito de se diluir no ensaio capiturando imagens, para depois formar um outro ensaio a partir destas imagens.
O video esta cru, mas pode ser interferido com muitas propostas de imagens que dialoguem com o textoaudio do video original/ negando, estranhando/ gerar efeitos sentidos.
Na edicao o simples fato de experimentar imagens. O som.
A relacao da direcao com a edicao: o que o diretor cria? o que o editor cria?//// conceitos que se agarram?
Criar estética a partir dos elementos propostos
O video se constroi a partir das dificuldades, essas viram dramaturgia/A insercao de outros videos da trupe (imagens de ensaios na Usina de Sao Mateus, imagens do processo de Corpos Acumulados), videos de arquivo(internet), o estudo que se faz para levantar este material o percurso percorrido, labirinto de …./
descricao das cenas propostas em grupo
eles criaram uma circunferencia de tres pessoas com uns bamboles no centro, e dizendo palavras do hino praticavam uma dinamica jogando moedas no centro e nas laterais existiam duas caixas de som, onde sempre existia dois dos personagens e um terceiro no meio, estes tres personagens revezavan-se a partir de dinamica estabelecida, ate que um personagem pega duas moedas e se afasta repetindo a palavra iluminado.
outra cena- camera subjetiva entra em local, onde se encontram pessoas sentadas em cadeiras /publico e atores sentados em cadeiras aproximadas de frente para uma parede com um desenho de escalas musicais, entra um personagem com a camera, ele sauda os outros que estao sentados com a frase, ouviram do ipiranga///as margens placidas/faz sinalizacoes indicando as notas/distribui livros/massagens/palmatorias/fala trechos do hino, massagens/palmatorias, interferido com sons de videos de soldados ingleses, divertindo-se ao espancar civis iraqueanos. Eldorrorado do futebol. A presenca da camera que entra em cena sob o ponto de vista de um personagem, transforma o publico em ator no video, quando este ‘e colocado em quadro junto com atores pela camera, a camera sob o ponto de vista dominante. “Foram as diferencas sociais e politicas, o fato de o europeu nao reconhecer naquelas sociedades o seu proprio padrao, que o levou `a conclusao de que nao havia civilizacao e nem humanidade em outros continentes. Como o europeu se considerava a medida e referencial da humanidade, ao nao ver sua imagem refletida, deduz, que outros povos devem ser conduzidos , guiados, educados, civilizados, cristianizados, “humanizados”. Esta leitura, a de que se deveria manter sob tutela outros povos, encarna o “fardo moral do homem branco” de conduzir outros povos `a civilizacao e protége-los.
A discussao para se chegar na cena, epoca da copa, a percepcao do hino , sobre o que ele fala ? e sobre a perspectiva de quem?
Durante a conversa para pensar a proposta de cena pensamos o conceito como algo possessivo, e associamos essa posse ao hino, era e’poca de Copa do Mundo, o pais inteiro para, para ouvir e cantar o hino no inicio dos jogos. Foi citado o caso de as escolas obrigarem os alunos a cantar o hino .
Escolas terão de tocar o Hino Nacional uma vez por semana » O Povo ...
“O Hino Nacional Brasileiro tem letra de Joaquim Osório Duque Estrada ...
blog.opovo.com.br/.../escolas-terao-de-tocar-o-hino-nacional-uma-vez-por-semana/ - Em cache
o texto, a dramartugia criada depois da imagem, junto, no periodo de edicao.
Questionar esta nomeacao diretor, talvez nao seja mais diretor, pensar na figura do vogal, o devir teatral, diretor processador…


2º Dia

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3ºDia

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4ºdia

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